15dez 2016

0

474

ATIVISMO HACKER: ENTENDA COMO UMA EMPRESA PODE SOFRER DANOS COLATERAIS COM PROTESTOS

DDoS by Fernanda Leite
capa-blog_ativismo-hacker

Por Bruno Prado*

 

O hacktivismo (junção das palavras hacker e ativismo) é uma forma de protesto contra governos e empresas, promovendo ideias com relação à liberdade política e de expressão, direitos humanos, ética, entre outras. Embora exista desde os anos 90, esse termo se popularizou somente em meados de 2003 com o surgimento do grupo Anonymous, conhecido principalmente por suas práticas de ciberativismo.

A prática vai muito além de invadir e derrubar sites. Seu objetivo maior por trás de toda a operação é contestar uma causa e gerar impacto. Através de ataques distribuídos de negação de serviço (os famosos ataques DDoS), por exemplo, o atacante envia um grande número de requisições ao servidor do alvo, congestionando o tráfego e derrubando o serviço por tempo indeterminado.

Exemplos não faltam de websites de grandes empresas que já chegaram a ficar horas e até dias fora do ar. A questão é que nem sempre a empresa atacada é responsável pela causa a qual os hackers estão protestando, muitas vezes se tornam vítimas de um efeito colateral por serem conhecidas por parte do público e por terem um impacto sobre a manifestação. Um exemplo emblemático aconteceu no primeiro semestre de 2016 com a fabricante de automóveis japonesa Nissan, que se tornou alvo em protesto contra a caça às baleias em seu país natal.

Cada vez mais comum, essa prática é perigosa pois nunca se sabe quando ou porque uma empresa pode ser atacada. Sendo assim, é fundamental que médias e grandes empresas invistam em soluções de segurança especializadas contra ataques DDoS.

As empresas gastam uma verba considerável para atrair visitantes aos seus sites e, portanto, quando o sistema cai, o prejuízo pode ser enorme. Portanto, a estratégia mais eficiente é mitigar os ataques na nuvem antes que eles alcancem o servidor de origem e prejudiquem toda a operação, como se a polícia prendesse um criminoso saindo de sua casa, muito antes de cometer um delito. Além disso, ferramentas como firewalls e serviços DNS ajudam a proteger todos os dados do site e de seus usuários.

 

*Bruno Prado é CEO da UPX Technologies, empresa especializada em segurança de Internet.